Estudo alerta para o risco de transmissão zoonótica de dermatófitos por pets não convencionais
- 28 de jul.
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Semana passada compartilhei um relato sobre transmissão zoonótica reversa de dermatófitos e reforcei a importância da Saúde Unica e da atuação interprofissional em Saúde.
Hoje compartilho mais uma atualização nesse sentido.
Um estudo recente realizado na Polônia investigou dermatofitoses zoonóticas em tutores de pequenos mamíferos de estimação, como porquinhos-da-índia, coelhos, chinchilas e hamsters. Esses animais vêm ganhando cada vez mais popularidade por serem considerados de fácil manejo e por se adaptarem bem à vida em apartamentos. Em alguns países da Europa, já figuram entre os animais de companhia mais populares.
Mas é importante lembrar que esses animais também podem atuar como reservatórios de dermatófitos zoonóticos. A transmissão pode ocorrer por contato direto entre o animal e o ser humano, mas também de forma indireta, por meio de fômites contaminados com esses fungos, como objetos e superfícies utilizados no manejo dos animais.
Segundo o estudo, a maioria dos casos de dermatofitose zoonótica ocorreu em pacientes com menos de 18 anos, sendo metade deles crianças de até 10 anos, provavelmente em razão do contato frequente com esses animais de estimação.
Esses achados reforçam a importância da orientação ativa aos tutores e do acompanhamento veterinário regular, especialmente porque pequenos mamíferos podem ser portadores assintomáticos de dermatófitos. O diagnóstico e o tratamento precoces das infecções, tanto nos animais quanto nos seres humanos, são essenciais para reduzir o risco de transmissão.
Sobre a autora
Dra Aline Santana é Médica Veterinária formada pela Universidade Federal de Viçosa, com residência em clínica médica de pequenos animais pela mesma instituição. Possui mestrado e doutorado em Ciências pelo Departamento de Clínica Médica da FMVZ/USP, com período de intercâmbio realizado no exterior (University of Minnesota, Estados Unidos).















