Por que é tão comum vermos quadros de liquenificação nos cães atópicos?
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A liquenificação é uma alteração que geralmente está associada à cronicidade.
Um dos principais fatores é o próprio ciclo de prurido e inflamação crônica. Quando o animal permanece se coçando, lambendo ou se autotraumatizando, a pele responde a esse estímulo contínuo com hiperplasia epidérmica, como uma resposta adaptativa ao trauma e à inflamação persistentes.
Além disso, as infecções secundárias por Malassezia e/ou Staphylococcus também podem amplificar a inflamação e, em alguns cães, desencadear reações de hipersensibilidade. Isso contribui ainda mais para a hiperplasia epidérmica e para a perpetuação do remodelamento cutâneo.
Por isso é tão importante intervir precocemente no cão atópico e realizar tanto tratamentos reativos quanto proativos, buscando interromper esse ciclo de prurido e inflamação antes que as alterações crônicas da pele se perpetuem.
Sobre a autora
Dra Aline Santana é Médica Veterinária formada pela Universidade Federal de Viçosa, com residência em clínica médica de pequenos animais pela mesma instituição. Possui mestrado e doutorado em Ciências pelo Departamento de Clínica Médica da FMVZ/USP, com período de intercâmbio realizado no exterior (University of Minnesota, Estados Unidos).















