Lúpus eritematoso cutâneo em cães e a curiosa relação com os lobos
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O lúpus eritematoso cutâneo é uma das dermatopatias autoimunes que podem acometer os cães. Um fato curioso sobre sua nomenclatura é que o termo lúpus vem do latim lupus ("lobo"). Na Idade Média, acreditava-se que as lesões faciais provocadas pela doença se assemelhavam às feridas causadas por mordidas de lobos.
Essa nomenclatura foi adotada pela dermatologia humana e acabou sendo incorporada também à dermatologia veterinária. Em 1979, o Dr. Griffin descreveu pela primeira vez a doença em um cão. No Brasil, o primeiro relato foi publicado em 1985 pelo professor Larsson, no Serviço de Dermatologia da FMVZ-USP.
Com o avanço do conhecimento, o entendimento sobre essa enfermidade também evoluiu. Hoje sabemos que o lúpus cutâneo canino é uma doença espectral, ou seja, engloba diferentes variantes.
Lúpus eritematoso mucocutâneo
Lúpus eritematoso cutâneo vesicular
Lúpus eritematoso cutâneo esfoliativo
Lúpus eritematoso discoide generalizado
Lúpus eritematoso cutâneo crônico (facial)
Essa classificação leva em consideração as manifestações clínicas, o padrão de distribuição das lesões, a evolução da doença, os achados histopatológicos de cada variante, dentre outros.
Sobre a autora
Dra Aline Santana é Médica Veterinária formada pela Universidade Federal de Viçosa, com residência em clínica médica de pequenos animais pela mesma instituição. Possui mestrado e doutorado em Ciências pelo Departamento de Clínica Médica da FMVZ/USP, com período de intercâmbio realizado no exterior (University of Minnesota, Estados Unidos).















