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Lúpus eritematoso cutâneo em cães e a curiosa relação com os lobos

  • há 23 horas
  • 1 min de leitura

O lúpus eritematoso cutâneo é uma das dermatopatias autoimunes que podem acometer os cães. Um fato curioso sobre sua nomenclatura é que o termo lúpus vem do latim lupus ("lobo"). Na Idade Média, acreditava-se que as lesões faciais provocadas pela doença se assemelhavam às feridas causadas por mordidas de lobos.


Essa nomenclatura foi adotada pela dermatologia humana e acabou sendo incorporada também à dermatologia veterinária. Em 1979, o Dr. Griffin descreveu pela primeira vez a doença em um cão. No Brasil, o primeiro relato foi publicado em 1985 pelo professor Larsson, no Serviço de Dermatologia da FMVZ-USP.


Com o avanço do conhecimento, o entendimento sobre essa enfermidade também evoluiu. Hoje sabemos que o lúpus cutâneo canino é uma doença espectral, ou seja, engloba diferentes variantes.


  • Lúpus eritematoso mucocutâneo

  • Lúpus eritematoso cutâneo vesicular

  • Lúpus eritematoso cutâneo esfoliativo

  • Lúpus eritematoso discoide generalizado

  • Lúpus eritematoso cutâneo crônico (facial)


Essa classificação leva em consideração as manifestações clínicas, o padrão de distribuição das lesões, a evolução da doença, os achados histopatológicos de cada variante, dentre outros.


Sobre a autora

Dra Aline Santana é Médica Veterinária formada pela Universidade Federal de Viçosa, com residência em clínica médica de pequenos animais pela mesma instituição. Possui mestrado e doutorado em Ciências pelo Departamento de Clínica Médica da FMVZ/USP, com período de intercâmbio realizado no exterior (University of Minnesota, Estados Unidos). 

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