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Dermatofitose em gatos: Saiba tudo sobre essa doença

Atualizado: 6 de dez. de 2023

O que é dermatofitose felina?

Dermatofitoses, também conhecidas como tinea ou “tinhas”, são infecções cutâneas causadas por fungos queratinofílicos e queratolíticos.

dermatofitose gatos

Quais são as espécies fúngicas que causam dermatofitose felina?

As espécies pertencentes aos gêneros Microsporum, Trichophyton, Epidermophyton e mais recentemente a Arthroderma, Ctenomyces, Guarromyces, Lophophyton, Nannizzia e Paraphyton.


Qual é o principal fungo da dermatofitose em gatos?

Embora atualmente exista uma instabilidade taxonômica entre as espécies de dermatófitos, o Microsporum canis continua sendo a principal espécie de interesse na medicina felina.


A dermatofitose é tida como uma das principais enfermidades cutâneas. Embora sua exata prevalência seja desconhecida, sabe-se que em países ou regiões de clima quente como Brasil, Itália, Irã e sudeste dos Estados Unidos oferecem condições favoráveis ao fungo.


Essas regiões podem oferecer um cenário bastante favorável para o desenvolvimento dos dermatófitos: o binômio alta temperatura e elevada umidade.


Quais são as raças mais acometidas pela dermatofitose?

Principalmente os de pelos longos, tais como os Persas. Segundo pesquisadores, pelos longos possibilitam condições ótimas de temperatura e umidade para que as estruturas fúngicas fiquem protegidas contra a dessecação, favorecendo assim a sua propagação.


Resposta imune na dermatofitose em gatos

Um dos primeiros mecanismos de defesa do hospedeiro se dá pelo aumento da epidermopoiese. Essa resposta consiste na descamação epidérmica e na produção de diversas linfocinas que irão ativar as respostas imune específicas.


Mesmo sendo considerada uma infecção epidérmica superficial é ela é capaz de deflagar respostas imune do tipo celular e humoral (anticorpos do tipo IgG e IgM). Muito embora essa resposta humoral não seja suficiente para eliminar o agente, a produção de anticorpos específicos pode ter um efeito fungistático por meio da opsonização e ativação do complemento.


Já a resposta mediada por células é primordial para debelar a infecção.


Quais são os sinais clínicos da dermatofitose em gatos?

Normalmente, a infecção se restringe à camada superficial da pele. Quanto a apresentação clínica, existe um grande pleomorfismo lesional que reflete variações da resposta imune e inflamatória intrínsecas ao hospedeiro.


Mais comuns: alopecia decorrente da foliculite fúngica, pápulas, escamas, crostas, eritema e hiperpigmentação.


O padrão lesional que pode ser evidenciado em felinos é o da dermatite miliar, que se caracteriza por pápulas e crostas, muitas vezes sem a presença de alopecia, comumente localizadas em região cervical ou mesmo de forma disseminada. O prurido varia, sendo mais intenso quando de infecção por espécies geofílicas.


Nos casos crônicos, relata-se que a manana, um componente glicoproteico encontrado na parede do fungo, parece estar envolvida na supressão da resposta inflamatória e na inibição da proliferação de queratinócitos.


Felinos portadores assintomáticos

Os mecanismos de infecção “subclínica” vista em animais assintomáticos não são completamente elucidados.


Diagnóstico da dermatofitose em gatos

O diagnóstico da dermatofitose se dá pela sintomatologia clínica aliada à utilização de exames complementares como:


- cultivo fúngico

- lâmpada de Wood

- exame citofungoscópico

- exames sorológicos como ELISA e WB

-técnicas moleculares como PCR


A lâmpada de Wood, embora seja um exame relativamente prático, apresenta algumas limitações. Esse exame não detecta todas as espécies de dermatófitos, e ainda somente 50% das cepas de M. canis são passiveis de serem detectadas pela fluorescência.


O exame citofungoscópico também apresenta limitações por permitir a detecção dos artrósporos em apenas 40 a 70% dos casos.


Os cultivos fúngicos são os exames mais comumente utilizados no diagnostico da dermatofitose.


Tratamento

Em breve


Referências

Em breve


Sobre a autora do post

Dra Aline Santana é médica veterinária formada pela Universidade Federal de Viçosa, com residência em clínica médica de pequenos animais pela mesma instituição. Possui mestrado e doutorado em Ciências pelo Departamento de Clínica Médica da FMVZ/USP, com período de intercâmbio realizado no exterior (University of Minnesota, Estados Unidos). Desde 2012, Dra. Aline Santana é sócia da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária (SBDV). Durante o período de 2015 a 2021, atuou como diretora de mídias e colaboradora da SBDV.

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