Diagnóstico e tratamento das infecções bacterianas e fúngicas secundárias do cão atópico
há 12 horas
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O guideline destaca que essas infecções podem exacerbar os sinais clínicos e perpetuar tanto o prurido quanto a inflamação. Por isso, o manejo dessas infecções é fundamental e dois pontos merecem destaque.
O primeiro é confirmar a suspeita por meio do exame citológico, sempre associando os achados da citologia aos achados clínicos. Afinal, a quantidade de microrganismos, isoladamente, não determina a gravidade do quadro. Fatores como a virulência microbiana e a resposta do hospedeiro também desempenham um papel importante no desenvolvimento dos sinais clínicos.
E o segundo ponto é instituir o tratamento apropriado. Para as infecções bacterianas superficiais, o guideline recomenda que os antissépticos tópicos, como a clorexidina, sejam a primeira linha de tratamento. Já os antibióticos sistêmicos devem ser reservados principalmente para casos de piodermite profunda ou situações em que a terapia tópica não tenha sido eficaz ou seja contraindicada. E o mesmo princípio de uso criterioso vale para os antifúngicos no tratamento da Malassezia.
Conclusão
A mensagem principal é que controlar as infecções secundárias é uma etapa fundamental do tratamento da dermatite atópica canina.
Referência
Mueller RS, Banovic F, Bensignor E, Santoro D, Nuttall T. Treatment of Canine Atopic Dermatitis: Updated Guidelines From the International Committee on Allergic Diseases of Animals (ICADA). Vet Dermatol. 2026
Sobre a autora
Dra Aline Santana é Médica Veterinária formada pela Universidade Federal de Viçosa, com residência em clínica médica de pequenos animais pela mesma instituição. Possui mestrado e doutorado em Ciências pelo Departamento de Clínica Médica da FMVZ/USP, com período de intercâmbio realizado no exterior (University of Minnesota, Estados Unidos).















